05 Agosto 2008

Lula defende união de países para reparação ambiental

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu no encontro do G8, em 1º de agosto, que "haja um processo de reparação de danos" ambientais que envolva todos os países. De acordo com ele, "muitos países que tentam dar lição ao Brasil até agora sequer assinaram o Protocolo de Kyoto". Lula defendeu que os países mais desenvolvidos se reúnam com China, Índia, Brasil e México para "administrar qual a responsabilidade de cada um".Veja aqui a reportagem de A Tarde online.

02 Agosto 2008

Links atualizados

A seção de links (na barra lateral do blog) foi atualizada: corrigidos os links quebrados e incluído o site do Secretariado do Clima.

Fundo Nacional sobre Mudança do Clima

No Rio de Janeiro, Presidente Lula e Ministro Carlos Minc lançam Fundos Amazônia e Clima – veja aqui a reportagem de Gisele Teixeira. Para ler a íntegra do projeto de lei PL-3535/2008, que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima e o respectivo fundo, clique aqui (PDF).

25 Julho 2008

Senado: Pacote sobre emissão de carbono está na pauta do segundo semestre

Brasília, 24 de julho de 2008 O Senado prepara para o início de agosto a aprovação de um pacote de projetos sobre o mercado de carbono e emissão de gases de efeito estufa no país. Com a pauta do plenário livre desde o final da primeira quinzena de julho, os senadores poderão aprovar as mudanças já nas primeiras sessões de votação do mês que vem. O pacote conta com quatro projetos propostos pelos deputados e senadores da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, que tramitam silenciosamente em regime especial no plenário por terem sido propostos diretamente pelo colegiado.

Veja aqui a reportagem completa, por Raquel Ribeiro Alves da Agência Leia.

06 Julho 2008

Notícias e curiosidades climáticas

Geleira argentina racha em pleno inverno

Telas de plasma contribuem para aquecimento global

Humanidade tem 7 anos para estabilizar emissões de gases estufa

24 Junho 2008

Comida vegetariana reduz aquecimento global

Veja aqui a notícia em O Globo Online.

ONU: etanol brasileiro não desmata e é sustentável

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece que parte da resistência ao uso do etanol vem da oposição dos interesses ligados ao petróleo. Hoje, o secretário-executivo da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, ressaltou que o etanol brasileiro "não gera desmatamento" e é sustentável, mas criticou os biocombustíveis de outras fontes. Para ele, apenas o etanol que seja produzido de forma sustentável fará parte de uma solução final para garantir a redução de emissões de gás carbônico no mundo. E ainda alertou: "Uma solução climática no mundo não passa por abandonar um combustível por outro. Todos terão de estar envolvidos."
 
Leia a reportagem completa aqui.

19 Maio 2008

A política brasileira para o clima

O embaixador Everton Vieira Vargas publicou recentemente um interessante documento, intitulado a Mudança do Clima na Perspectiva do Brasil, no qual expõe os fundamentos da posição adotada pelo País nesta importante questão. Sua leitura permite entender por que o Brasil - que tinha uma posição proativa e de liderança nas discussões internacionais quando foi sede da Conferência do Clima no Rio de Janeiro, em 1992, e na formulação do Protocolo de Kyoto, em 1997 - passou a uma posição reativa, defendendo encarniçadamente o status quo, que, na pratica, só beneficia a China e os Estados Unidos, os maiores emissores mundiais dos gases responsáveis pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas resultantes.

Não perca no Estadão o artigo completo de José Goldemberg.

08 Abril 2008

Derretimento do gelo ártico

De acordo com as fotografias feitas por satélites da Nasa a redução foi de 1,75 milhão de quilômetros quadrados no gelo ártico entre fevereiro de 2007 e fevereiro de 2008. De acordo com dados disponibilizados pela Nasa, há alguns anos o gelo perene cobria entre 50% e 60% do Ártico. Neste ano, cobre menos de 30%.

(Veja aqui o post completo na Central RBS de Meteorologia, inclusive com um vídeo da Nasa.)

Muito interessante a matéria e chocantes as imagens, mas ficou uma inquietação. Aquele post afirma que, "[e]m uma aparente tentativa de reduzir o alarme, os cientistas indicaram que na Groenlândia e na Antártida o nível do mar não aumenta". "Não aumenta" ou "não tem aumentado"?

Se a afirmação é mesmo de que "não aumenta", há um probleminha. Na verdade, mesmo intuitivamente, o derretimento de geleiras na Groenlândia e na Antártida poderia ser bastante catastrófico. Considera os casos:

  1. Blocos de gelo que flutuam pelos oceanos (como é o caso de grande parte do gelo ártico)
  2. Blocos de gelo sobre massas continentais (como é o caso da Groenlândia e da Antártida)

Num exemplo um pouco grosseiro, mas que serve para ilustrar a idéia: imagina dois copos, que apresentam o mesmo nível de água. No copo A há uma pedra de gelo, e no B, não. Quando o gelo derreter no copo A, o nível da água no copo aumentará, obviamente. Se, porém, acrescentarmos a mesma quantidade adicional de água no copo B, o nível de água será ainda maior que o do copo A. Ora, a razão para isso é simples: no copo A, o gelo flutuante já ocupava certo espaço (é o caso número 1, do gelo ártico); no copo B, a água acrescida pelo derretimento do gelo é totalmente "nova" no sistema, já que não havia gelo nesse copo (é o caso 2, do gelo continental)!

Agora, menos intuitivamente e mais cientificamente: ainda que a frase do post queira dizer que "na Groenlândia e na Antártida o nível do mar não [tem] aumenta[do]", existem problemas! Há vários estudos científicos que afirmam que o gelo nessas regiões tem derretido, e que isso poderia levar a aumentos significativos no nível do mar. Por exemplo:

Most of the current global land ice mass is located in the Antarctic and Greenland ice sheets (table 1). Complete melting of these ice sheets could lead to a sea-level rise of about 80 meters, whereas melting of all other glaciers could lead to a sea-level rise of only one-half meter. (Fonte)

Nesse mesmo sentido, mais informação online:

Degelo na Groenlândia aumenta e contribui para elevação do nível do mar

Groenlândia: degelo elevaria nível do mar em 7m

Quanto disso é certeza científica e quanto é mero alarmismo? Não há como saber. Mesmo assim, quando se trata de ciência, não se pode esperar nada diferente: respostas definitivas não surgem tão rapidamente quanto todos gostariam. O que vale nesses casos, portanto, é o princípio da precaução, especialmente no contexto da proteção ambiental.